Garantir a eficiência de uma estrutura do tamanho do Ecad requer um forte controle e gestão dos recursos e dos processos de suas atividades.
 
Aliados à qualificação das equipes, fatores como a melhoria contínua dos processos, o controle dos padrões operacionais, a constante política de redução de despesas, o aumento da qualidade e eficiência do trabalho e a automação de várias atividades vêm proporcionando ao Ecad alcançar, ao longo dos anos, resultados financeiros positivos que se traduzem numa maior distribuição de direitos autorais aos titulares de música. Sem uma estrutura moderna e uma equipe eficiente, as atividades de arrecadação e distribuição não alcançariam as metas fixadas pelas associações integrantes, gestoras do Ecad e representantes de milhares de titulares a elas filiados.
 
O Ecad é auditado anualmente por empresas independentes de renome no mercado, e por órgãos públicos como Receita Federal e INSS, sendo seu desempenho aprovado ano após ano. Mesmo não sendo obrigado por lei a publicar seus balanços patrimoniais e sociais (incluindo o seu relatório de sustentabilidade), nos últimos anos, o Ecad vem veiculando, em jornal de grande circulação e em seu website, os seus números contábeis e sociais, a fim de ratificar a transparência de sua atuação. No Balanço Patrimonial, por exemplo, estão demonstrados o seu patrimônio, os investimentos realizados, as receitas e despesas, entre outras informações.
 
A elaboração do balanço social do Ecad reflete a tendência de empresas socialmente responsáveis com os seus funcionários e com a comunidade ao seu redor.
 
“A criação do Ecad foi um desejo da classe artística e um avanço na administração dos direitos autorais de execução pública musical no Brasil, através da gestão coletiva das associações de música que administram a instituição, um exemplo de democracia e respeito aos diversos interesses envolvidos”, ressalta Gloria Braga, superintendente executiva do Ecad.
 
 
Resultados do Ecad em 2016: bravo!
 

Os artistas podem comemorar os bons resultados obtidos na arrecadação e na distribuição de direitos autorais em 2016, um ano difícil para a economia mundial, com redução de investimentos e de custos para diversas empresas. O crescimento dos valores arrecadados e distribuídos nos últimos anos reforça a importância da música nos diversos segmentos, fortalecendo a cadeia produtiva. Depois dos acordos firmados com as emissoras de TV aberta e fechada em 2013, que deram um incremento aos valores distribuídos em 2014, a expectativa é de melhores resultados para os artistas nos próximos anos, considerando que 2016 foi um ano marcado por acordos com importantes plataformas de streaming.

No ano passado, os titulares de música (autores, editores, intérpretes, músicos, e produtores fonográficos) e as associações foram beneficiados com o repasse de R$ 841,8 milhões, o que representa um crescimento de 9% em relação ao valor total distribuído em 2015.

Em 2016, foram contemplados 221.386 titulares de música, um aumento recorde e expressivo que representou um crescimento de 42,46% em relação a 2015. Esses números foram possíveis, principalmente, pela maior conscientização dos usuários de música, que reconhecem cada vez mais a importância da retribuição autoral como justa remuneração aos artistas.


Show de adimplência

Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, realizados no Rio de Janeiro no ano passado, representaram a maior arrecadação já feita pelo Ecad em um só evento e tiveram um importante papel nos resultados obtidos em 2016. Além disso, campanhas voltadas para segmentos específicos, novos acordos com usuários de música e as negociações feitas com os organizadores de grandes shows e eventos também contribuíram para o excelente desempenho da arrecadação de direitos autorais, que teve um crescimento de 93% nos últimos cinco anos. Shows internacionais das bandas Fifth Harmony, Guns N’Roses, Black Sabbath, Whitesnake e Iron Maiden também efetuaram o pagamento dos direitos autorais. 


Streaming no auge

O segmento de streaming foi destaque tanto na arrecadação de direitos autorais quanto na distribuição para os artistas. Em 2016, o Ecad repassou R$ 5,5 milhões para 137.461 titulares de música, após a análise de quase 19 bilhões de execuções musicais deste segmento. Desde junho o Ecad realiza as distribuições do segmento de streaming a cada três meses, com base na lista das músicas que foram executadas em cada plataforma adimplente. Os principais serviços de streaming de áudio e vídeo, como Spotify, Apple Music, Vevo, Beats 1, Groove e Superplayer, já são adimplentes com o pagamento do direito autoral.​